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Alma do Diabo

Alma do Diabo

Andreia C. Faria . Odeio e amo

07.01.24
“Odeio este tempo e a forma como os artistas, os opinadores, os decisores, os identitários, os proprietários, os poseurs, os empreendedores se movem nele: com avidez e condescendência, como se alguém, acenando de um qualquer futuro, lhes prestasse já homenagem. Bestas sensíveis, argutas, que para defenderem o seu prazer inundam à terra inteira um terror sofisticado, com disfarce de razão e alegria. Odeio os boçais, os intelectuais, os hedonistas. Os pais que geram filhos num (...)

Impressões em três linhas

03.01.24
Depois de recusar a adesão da Argentina ao BRICS, Javier Milei, prepara-se para privatizar o petróleo e o gás do país. As gigantes empresas norte-americanas, Exxon e Chevron preparam-se para aproveitar esta grande reforma e adquirir a região Vaca Muerta. Parece que a eleição de Milei foi espectacular para um país.   Por: Filipe Fidalgo

Fragmento

02.01.24
O meu veneno é a rotina, Corrói as engrenagens do pensamento, Consome a alma em ruína.   Por: Augusto Bessa

Impressões em mais do que três linhas

As horas de sono

31.12.23
O problema de Portugal é claro: dormidos de mais. Quando os estudos revelam que em média dormimos 6 horas por dia, alegramo-nos com a descoberta dos nossos problemas enquanto portugueses. Vamos lá ver, dormir 6 horas por dia significa dormir 180 horas num mês, 2160 horas por ano. Toda a gente percebe que são horas a mais de improdutividade e de descanso. Como é que nos queremos tornar na charneira da Europa a dormir tanto? Com tanta coisa para fazer ao final de um dia de trabalho, (...)

Impressões em três linhas

30.12.23
A Faixa de Gaza ocupada maioritariamente por palestinianos é governada pelo Hamas. O conflito conhecido por Israel - Palestina, é agora escrito como Israel - Hamas. Se Israel entrasse em conflito com Portugal seria Israel - Partido Socialista.   Por: Filipe Fidalgo

Impressões em três linhas

30.12.23
Os Estados Unidos da América anunciaram novo pacote de ajuda à Ucrânia calculado em 225 milhões de euros. A União Europeia já gastou mais de 100 mil milhões de euros desde o início do conflito. Segundo Milhazes a Ucrânia precisa é de mais dinheiro.    Por: Filipe Fidalgo

Louis-Ferdinand Céline . Tempo e espaço

21.12.23
“Alguns meses modificam um quarto, mesmo que não se mexa em nada do que ele tem dentro. Por velhas, por escavacadas que as coisas estejam, assim mesmo encontram, não se sabe onde, força para envelhecer. Tudo tinha mudado à nossa volta. Não os objectos de lugar, bem entendido, mas as próprias coisas em profundidade. São outras, as coisas, quando as reencontramos, dir-se-á que possuem força para se imprimir em nós mais tristemente, com profundidade ainda maior, com mais (...)

Louis-Ferdinand Céline . O Corpo

19.12.23
“Como não passamos de recintos com tripas mornas e quase apodrecidas, havemos sempre de ter dificuldades com o sentimento. Estarmos apaixonados não é nada, mantermo-nos os dois juntos é que é difícil. A imundície, essa, não procura resistir nem desenvolver-se. Aqui, neste ponto, somos bem mais infelizes do que a merda; no nosso estado, a fúria de preservação constitui uma fortuna incrível. Decididamente, não adoramos nada mais divino do que o nosso cheiro. Toda a nossa (...)

Louis-Ferdinand Céline . O quotidiano

18.12.23
“É triste, as pessoas que se deitam, vemos bem que lhes é indiferente se as coisas correm ou não como elas querem, vemos bem que não tentam compreender o porquê de estarem onde estão. Tanto lhes faz. Dormem de qualquer maneira, são enfatuadas, são broncas, nada susceptíveis, americanas ou não. Tem todas a consciência tranquila. (...) E o pior é pensar como vamos arranjar forças bastantes para continuar a fazer no dia seguinte o que fizemos na véspera e em tantos outros (...)

Alberto Pimenta . Perspectiva sobre a morte

17.12.23
“A morte é uma coisa que pertence à vida, embora muitos pensem que não. A morte digna é uma felicidade a que o homem tem direito. É, ainda, a busca da última felicidade possível para uma vida. A morte digna já não pode ser exatamente como no tempo dos romanos, na banheira, a cortar lentamente as veias, com rosas a boiar na água, rodeado dos amigos e das amigas… mas o que vejo hoje é que a maioria das mortes são indignas: as pessoas são depositadas em lares da terceira (...)