Diabopédia
José Hermano Saraiva

É um ser conhecido por ter sido o espermatozóide eleito entre mil na profícua colheita de seu pai. Fruto de uma família de génios. Entre advogados, historiadores, reitores e professores, todos se confundiram um pouco, tendo que, todos eles “quase” deixaram de ter nome próprio. Conhecido pelos seus programas televisivos de entretenimento ao final da noite. Foi grande amigo de figuras do antigo regime, tendo comungado várias vezes com Salazar, Américo Thomaz ou Marcelo Caetano, depois de 1974 nunca mais falou com nenhum. Deu clareza a todos os portugueses quando afirmou que nunca vivemos num regime fascista, o que deu alento a todos os que pensavam que tinham sido violentados por fascistas. Por ter sido concebido num coito do Estado Novo teve de se adaptar ao Estado democrático, continuando a ser uma figura destacada, o que mostra que teve de lutar por uma vida melhor, mesmo num estado hostil aos seus valores. Ao que parece, esta continuidade foi possível por alguma confusão de qual dos Saraivas seria e, para evitar confusão, o povo esqueceu-se dele.
Já para o final da sua portentosa carreira era conhecido por bater castanholas em directo, na televisão pública, através da dentadura enquanto apresentada um dos seus programas de entretenimento. Foi por essa altura que cometeu um deslize e teve um filho ilegítimo, a quem deu o nome de Rui Ramos, trocando-lhe o apelido para disfarçar.