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Alma do Diabo

Alma do Diabo

Lugar-Comum

10.11.25
O novo baptismo dos modernos: o lugar-comum. O lugar quê? A procura do ordinário. O acto de não pensar. Escolher o grupo. O acto da escolha fácil e mais acertada. Entrar na multidão é garantia de segurança. A demanda do mundo rumo à perfeição: a facilidade de enquadrar uma ideia como certa. A bússola da moralidade. Estudar agora é bom, já não é necessário ler calhamaços. Bastam resenhas. Qual resenhas, qual quê, títulos bastam. Com um título se tem uma nova certeza. (...)

Organização

29.06.25
A organização: alguém que nasce recebe um relógio. Nele se contarão todos os dias que a pessoa tem de vida. A noção: saber quanto já se viveu e quanto se terá para viver. O relógio revela a data aproximada da morte. Cada um sabe aproximadamente os dias que tem de vida. Aqueles que perderem o relógio ficarão perdidos. Viverão para sempre na dúvida. Quando se aproximam da data final ficarão sem memória. Só os suicidas poderão enganar o relógio mas será que o destino (...)

Impressões em mais de três linhas

O verdadeiro ecologista

24.05.25
  Quando estes novos totós afectos ao ambiente me vem falar dos sacrifícios que temos de fazer eu lembro-me do meu pai. Quantos vezes antes de se deitar lá lhe saía: “Epá hoje esqueci-me de beber água!” Isto para um homem de 120 kg não deveria ser nada fácil. E mais, o banho não era um acto regular. Tenho mesmo a certeza que era sua convicção contribuir para o planeta. Um verdadeiro ecologista antes de todos o serem. Agora que me recordo dele, deitava-se depois de jantar e (...)

Entrevista - Alexandre Guerreiro

08.07.23
Alexandre Guerreiro Doutor em Direito (Ciências Jurídico-Internacionais e Europeias), pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa; Investigador FDUL nas áreas de Direito Internacional Público, Direito Europeu e Direito Penal desde 2021; Assessor Parlamentar da Assembleia da República, 2014-2016; Analista de Informações (SIED), 2007-2014; Comentador TVI para assuntos de Justiça, Segurança e Internacionais, 2016-2020; Comentador SIC Notícias para assuntos relacionados com o (...)

O lictor no mundo contemporâneo

29.09.22
Dizer “O Estado Novo acabou com o analfabetismo infantil”, ou “Céline foi o maior mestre das letras francesas do século XX”, ou simplesmente “Antigamente é que éramos uma grande nação”, são expressões que podem facilmente sugerir uma “intenção fascista” de quem as proferir, isto na interpretação moderna que se dá à linguagem e às opiniões. Este tribunal social rege-se pela leitura dicotómica do bom/mau, admissível/inadmissível, tolerável/intolerável, (...)